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Mercado imobiliário: mudanças a caminho

Um dos setores que mostrou resistência à pandemia do novo coronavírus foi o do mercado imobiliário. Mesmo com a crise, espera-se um balanço positivo para 2020, impulsionado pelas taxas de juros mais baixas e financiamentos mais atrativos. Além das condições financeiras favoráveis, o cenário do distanciamento social também foi responsável por essa alavancada no setor. As pessoas ficaram mais tempo dentro das suas casas, observando as suas reais necessidades, e passaram a procurar soluções para melhorar a infraestrutura dos seus lares, buscando bem-estar e qualidade de vida.
Faltando pouco para o encerramento do ano, o valor dos imóveis segue estável, mas a Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) projeta um aumento de pelo menos 5% para 2021 e, no prazo de cinco anos, altas de 10%. Portanto, para quem quer investir no mercado, o momento é agora, aproveitando a taxa Selic a 2% ao ano, além das facilidades de financiamento oferecidas pelos bancos. Além disso, quem compra imóveis encontra uma forma segura de proteger o valor do seu dinheiro.
Com o mercado aquecido, a construção civil segue apresentando sinais de plena retomada. A recuperação é observada pela Abrainc, que realiza pesquisas semanais em canteiros de obras desde que começaram os primeiros casos de coronavírus no Brasil. Os dados mais recentes revelam uma normalização das atividades nesse setor, com nenhuma obra paralisada das 40 empresas pesquisadas. Em março, o balanço chegou a registrar 116 obras paradas em razão da pandemia.
Para 2021, a adaptação de toda a sociedade às recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) a fim de evitar aglomeração de pessoas deve seguir como tendência. Nesse caso, as vendas remotas, os recursos digitais de visitas e visualizações de projetos online, negociações sem a necessidade de presença física, assinatura de contratos online, entre outros, serão grandes diferenciais oferecidos por quem atua nesse setor. A pandemia consolidou a era digital e irá destacar-se quem está inserido nessa nova realidade.
Por: Roberto Rizk
Fonte: Jornal do Comércio