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Financiamento Imobiliário – Como Funciona A Composição De Renda Familiar?

A composição de renda familiar pode te ajudar a obter melhores condições de financiamento imobiliário

Muitos brasileiros em busca de um financiamento imobiliário buscam compor a renda familiar com algum parente, seja cônjuge, pais, tios, etc. Isso porque, muitas vezes, o orçamento de apenas uma pessoa não é capaz de arcar com todas as prestações sem ficar comprometido.

Juntando sua renda per capita com a de outra pessoa da família, ficará muito mais fácil contratar um serviço de crédito de acordo com a necessidade de todos os envolvidos. Conheça detalhes sobre como funciona este processo e os cuidados a serem tomados em nome da manutenção de uma boa saúde financeira.

Membros que podem compor uma renda

Cada credor possui uma norma sobre como a composição de renda pode ser feita entre membros da mesma família. Normalmente, as maneiras mais comuns de juntar as finanças é entre um casal, pais e filhos, irmãos, tios e sobrinhos e, até mesmo, com amigos.

Contudo, a maioria dos bancos, cabe frisar, costumam aceitar apenas parentes de 1º grau e limitar a três pessoas o número de integrantes que irão compor a renda de financiamento.

Benefícios de compor a renda familiar

Talvez a principal vantagem de compor uma renda per capita familiar na hora de solicitar um financiamento seja a possibilidade de adquirir um imóvel mais caro. Isso porque, muitas pessoas não possuem o montante suficiente para comprar um bem de alto valor, mas juntando dois ou três orçamentos, isso se torna possível.

Além disso, é possível obter mais facilidades durante a aprovação do crédito pelos credores. Como o orçamento mensal de duas ou mais pessoas apresenta um montante considerável, os bancos entenderão que o risco de inadimplência tende a ser menor.

O FGTS na composição de renda no financiamento imobiliário

O FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) é um importante aliado no momento de comprovar renda composta. No caso, é possível juntar o saldo ativo de todos os contratantes do financiamento a fim de amortizar o crédito, quitar várias prestações de uma só vez ou pagar a entrada.

Mas lembre-se dos pré-requisitos de uso do FGTS na compra de imóveis novos em todo o Brasil. Por exemplo: o bem adquirido não pode valer mais de R$ 1,5 milhão em todos os cantos do país e este benefício não pode ter sido usado nos últimos 36 meses para este mesmo fim

Cuidados a serem tomados ao compor uma renda

Não adianta nada uma pessoa compor renda com você apenas para dar entrada em um financiamento. No caso, atente-se e verifique se ela estará disposta a dividir os custos das parcelas todos os meses, a fim de não comprometer a renda de ninguém em um valor acima de 30%.

É sempre bom lembrar da importância de ter um planejamento financeiro antes de assumir qualquer dívida de grande porte, como a de um crédito imobiliário. Além dos gastos mensais com as prestações, não se esqueça do montante a ser dado de entrada e dos impostos a serem pagos, como o ITBI e INCC.

A pessoa com quem irá compor a renda familiar deve ser alguém de confiança e capaz de assumir a responsabilidade de pagar as parcelas em dia. Afinal, caso alguma prestação fique atrasada, o nome de ambos os contratantes ficarão sujos e inadimplentes.

Orçamento pessoal não pode ter mais de 30% comprometido

Tenha em mente que, mesmo compondo a renda familiar ao solicitar um crédito com os menores juros do mercado, não se pode comprometer mais de 30% de seu orçamento com a compra de um imóvel. Caso contrário, se acontecer algum imprevisto financeiro, será praticamente impossível quitar as parcelas. Por exemplo:

  • seu orçamento mensal é de R$ 10 mil e o do seu cônjuge é de R$ 7 mil;
  • juntando ambas as rendas, temos R$ 17 mil;
  • portanto, o máximo de dinheiro a ser comprometido com o financiamento será de R$ 5,1 mil,
  • destes, R$ 3 mil será pago por você e R$ 2,1 mil pelo seu cônjuge.

Fonte: Publicidade Imobiliária